Não existe santidade genuína sem o amor aos outros. Ou seja, não existe vida santa e consagrada a Deus sem atitudes altruístas, que valorizem as pessoas. Certamente é bom provar o amor de Deus e receber suas dádivas, mas é preciso experimentar o privilégio que é amar e beneficiar outros. Desejamos tanto viver em abundância que frequentemente nos esquecemos de olhar além dos nossos planos, projetos e sonhos. Ser santo significa ser gente que se preocupa com gente. O caminho da santidade implica dar atenção aos detalhes e às pequenas atitudes do cotidiano, quando se faz necessário mais do que boas intenções. Pessoas são santas porque são separadas para pertencerem a Deus, não porque sejam perfeitas e totalmente "prontas" - aliás, a santidade é um processo que dura a vida toda. Quem vive esta transformação foi consagrado pelo Senhor para o culto ao único e verdadeiro Deus, foi liberto para servi-lo e para que assim celebre a festa da liberdade. Por isso Deus nos chama para sermos santos.
Alguns pensam que santidade significa isolamento. Mas Deus não deseja a separação do mundo e das pessoas, como se lugares restritos e longínquos oferecessem melhores instrumentos à pratica da santidade. Nada mais errado do que isto! Santidade exige proximidade e contato. Ela é um tempero à vida, que dá sabor ao nosso relacionamento com Deus e também com os outros seres humanos. Deus ordena que busquemos ser santos como ele, a fim de que nossa vida santificada promova seu amor e seu nome.
Santidade não é apenas para nós mesmo: beneficia os outros.


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