Ao que tudo indica, esse Manoá de quem você acabou de ler não era nada especial. Pelo jeito, um homem comum, como eu e talvez você também. A razão por que ainda hoje, após mais de 3.000 anos, se fala dele é seu filho: o famoso Sansão. No entanto, fico pensando se Manoá não merece mais a lembrança que seu fantástico filho, um indivíduo de caráter bastante duvidoso.
Manoá parece antes um anti-herói. Assustado, inseguro, um pouco atrapalhado, bem como certa pessoa que conheço melhor que ninguém. Por isso ele é tão simpático para mim e me faz bem perceber que posso tomá-lo como bom exemplo - isso sugere que ainda tenho chance. A primeira qualidade que noto nele é o respeito pela esposa. Os dois conversam, e ele leva a sério o que ela diz. Não é tão óbvio assim - afinal, o que ela contou era bem estranho. Depois, ele mostra prudência diante daquilo. Ele tanto poderia ter desprezado aquela "conversa boba" como poderia ter-se impressionado demais e deixado todo o resto por conta da mulher - mas ele procura certificar-se. Para isso, faz o melhor possível: vai falar com Deus, que, segundo disse sua mulher, respondia por aquele episódio.
Eis aí a melhor lição que quero aprender dele: não só ir direto à fonte, o que já é muito bom, mas à Fonte de todas as fontes: ao próprio Criador, seguindo também a recomendação do versículo em destaque. Quando Deus atendeu à sua oração, Manoá - de novo junto com a esposa - tratou com zelo de fazer o melhor ao seu alcance. A forma como ele interage com o Anjo do Senhor é um tanto ingênua, mas de que outra forma ele poderia se comportar? Com arrogância, talvez? Não tem faltado quem assim faça - tolamente. Não é sem motivo que Jesus prometeu o reino de Deus a quem for como uma criança (Mateus 19.14)...
Entre o truculento Sansão e seu ingênuo pai, já sei quem prefiro. Concorda comigo?
Sensato, prudente, humilde e temente a Deus.
Manoá, obrigado pelo exemplo!


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